Vai e vem no Senado chega a 13 trocas de partido em 8 meses

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Com a recente saída de Soraya Thronicke (MS) do União Brasil para o Podemos na segunda-feira (26/6), o Senado já registra um total de 13 trocas de partidos. Após a apuração das urnas em 2 de outubro de 2022, o PL se mostrava como o partido com maior número de representantes, mas devido às movimentações e falta de lealdade, o PSD atualmente desponta como a sigla mais forte no Senado.

É comum que ocorram essas trocas de partido, as quais não afetam o mandato dos senadores. No Senado, os mandatos são majoritários, permitindo que os congressistas mudem livremente de partido. Isso é diferente da Câmara, onde as eleições são proporcionais e os mandatos pertencem aos partidos.

Neste mês de junho, tivemos também a mudança de Alessandro Vieira (SE) do PSDB para o MDB. Ex-bolsonarista, ele já havia trocado o Cidadania pelos tucanos em 2022 e migra constantemente da oposição para a base do governo e vice-versa.

Outro caso a ser mencionado é o de Randolfe Rodrigues. No final de maio, ele anunciou sua saída da Rede por causa de uma richa com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Ela foi contra a extração de petróleo na foz do Rio Amazonas, no Amapá. Randolfe está em conversas com o MDB para fortalecer a bancada.

Atualmente, o PSD é o maior partido no Senado, mas só conquistou essas 15 cadeiras após a filiação de Zenaide Maia (RN), Eliziane Gama (MA) e Mara Gabrilli (SP) à sigla em dezembro. Curiosamente, dos 15 senadores do partido de Gilberto Kassab, 10 não foram eleitos pela legenda. Um exemplo é o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG), que foi eleito em 2018 pelo DEM e posteriormente se filiou ao PSD.

Confira todas as trocas das eleições para cá:

  • Cleitinho Azevedo (MG): PSC → Republicanos;

  • Zenaide Maia (RN): PROS → PSD;

  • Eliziane Gama (MA): Cidadania → PSD;

  • Mara Gabrilli (SP): PSDB → PSD;

  • Flávio Arns (PR): Podemos → PSB;

  • Chico Rodrigues (RR): União Brasil → PSB;

  • Jorge Kajuru (GO): Podemos → PSB;

  • Carlos Viana (MG): PL → Podemos ;

  • Eduardo Girão (CE): Podemos → Novo;

  • Zequinha Marinho (PA): PL → Podemos;

  • Alessandro Vieira (SE): PSDB → MDB;

  • Soraya Thronicke (MS): União Brasil → Podemos;

  • Randolfe Rodrigues* (AP): Rede →?.

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