Entenda o que significa entrada do Brasil em fórum da Opep+


Decisão foi tomada nesta terça por conselho e anunciada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Participação no grupo foi duramente criticada por ambientalistas. O governo decidiu nesta terça-feira (18) aderir à carta de cooperação da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados, a Opep+.
Isso quer dizer que o país vai ingressar em um fórum de discussões de estratégias de mercado, sem se comprometer com as práticas de cartel da Opep — como cortes de produção para influenciar o preço do petróleo no mercado internacional.
No fórum, o Ministério de Minas e Energia espera discutir o financiamento da transição energética com recursos do petróleo e abrir mercado para os biocombustíveis brasileiros.
Governo decide se entra na Opep+
Segundo a Opep, a carta de cooperação é uma plataforma que facilita o diálogo entre os países membros da Opep e aliados (conhecidos como Opep+).
“O objetivo é contribuir para um abastecimento energético seguro e uma estabilidade duradoura em benefício dos produtores, consumidores, investidores e da economia global”, diz a organização.
“Isso gera alguma obrigação vinculante ao Brasil? Não. Literalmente não. Foi lida e relida na reunião do CNPE que é apenas uma carta, um fórum de discussão de estratégias dos países produtores de petróleo”, declarou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, nesta terça-feira (18).
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva e o Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, durante a cerimônia de início da retomada das operações da Fábrica de Fertilizantes Araucária Nitrogenados S.A. (ANSA)
Ricardo Stuckert / PR
Silveira disse que o país não precisa “se envergonhar” de ser produtor de petróleo.
Depois do anúncio, ambientais criticaram a decisão. Contudo, integrantes do governo, como Silveira, dizem não ver contradição entre o país sediar neste ano a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30) e anunciar a adesão ao fórum da Opep+.
Questionado sobre críticas de entidades ambientalistas que dizem ver contradição, Silveira respondeu:
“Os ambientalistas […] têm todo o meu respeito, eu também sou ambientalista, também defendo a preservação do meio ambiente. Trabalho vigorosamente para avançar na transição energética, talvez eu me considere até mais ambientalista que eles”.
Adicionar aos favoritos o Link permanente.