PRF vai começar a usar câmeras corporais “padrão EUA” no RJ e DF

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) vai começar, no próximo mês, a usar 200 câmeras corporais no Rio de Janeiro e no Distrito Federal. São equipamentos doados da Embaixada dos Estados Unidos e que serão implementados para uso pré-definitivo.

Isso porque a PRF definiu, após estudos nos Estados Unidos e análise interna nos itens, o modelo de acionamento e como serão as gravações.

Serão utilizadas 13.098 câmeras para os agentes e 2.500 em viaturas, quando o processo de licitação for finalizado. A previsão é começar em maio e terminar entre setembro e outubro.

O modelo de acionamento da câmera corporal será manual, mas as quatro câmeras da viatura serão acionadas de forma automática. Segundo Luciano Fernandes, gerente do Projeto Estratégico Câmeras Policiais da PRF, esse modelo é inédito no Brasil e é usado no Texas (EUA).

“É uma solução mais completa e ampla. Somos policiais rodoviários, estamos mais na viatura e rodovia do que a pé. Então, fizemos pesquisas, fomos até aos EUA. Só câmera corporal resolve o problema? Não. Por isso teremos as duas de forma integrada”, explicou à CNN.

O objetivo, segundo o policial, é ter várias visões da mesma ocorrência. As câmeras na viatura serão utilizadas na frente, atrás, dentro da cabine onde é colocado o custodiado e uma de leitura de placa.

Alvo de críticas de especialistas, o acionamento da câmera corporal será manual. Os estudos da PRF apontaram que não há como armazenar 24h de imagem de um policial (carga horária do trabalho de um dia), mas que por medida alternativa, as câmeras das viaturas serão automáticas.

O acionamento na viatura será de três formas:

  • Emergência: em deslocamento para casos graves que necessitem prioridade a câmera será ligada quando o policial acionar o botão de emergência dentro da viatura (que liga as sirenes e luzes do painel);
  • Urgência: quando há acidente sem vítimas, por exemplo uma rodovia fechada. O botão também é acionado para deslocamento, mas sem sirene;
  • Parada para abordagem: quando o policial puxa o freio de mão do carro para abordar um veículo e automaticamente as câmeras começam a gravar.

Mas, no caso de o agente não acionar os botões de emergência, de urgência e não puxar o freio de mão, a câmera de leitura de placa é automática e fotografa os locais e as abordagens.

As 200 câmeras que serão usadas no Rio e em Brasília a partir de maio já foram usadas no G20, na capital fluminense, e, para os agentes, foi um sucesso, pois, segundo eles, até mesmo em túneis, sem sinal, as câmeras continuavam gravando com êxito.

A partir de agora, então, o que falta nesse processo é escolher a empresa que disponibilizará os equipamentos e que siga esse modelo que foi definido pela PRF.

Este conteúdo foi originalmente publicado em PRF vai começar a usar câmeras corporais “padrão EUA” no RJ e DF no site CNN Brasil.

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