Justiça manda soltar empresário ex-marido de influenciadora de Ribeirão Preto, SP, Ana Pink


Maiclerson Gomes da Silva estava preso na Penitenciária de Araraquara desde março de 2022. Ele foi condenado a nove anos de prisão, junto à ex-mulher, por lavagem de dinheiro e organização criminosa. Ana Pink e o marido, Maick Gomes, posam para foto junto com carro de luxo avaliado em R$ 570 mil
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O empresário Maiclerson Gomes da Silva, condenado por lavagem de dinheiro e organização criminosa em Ribeirão Preto (SP), foi solto da prisão por determinação da Justiça nesta sexta-feira (4).
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Ele é ex-marido da influenciadora digital Ana Pink, e ganhou o benefício pelo bom comportamento. Maick estava preso na Penitenciária de Araraquara desde março de 2022 e cumpriu três anos da pena.
Ele e a ex-mulher foram condenados, cada um, a cinco anos de prisão em regime fechado e mais quatro anos e oito meses em regime semiaberto. Por ter filho pequeno, Ana Pink teve o benefício de responder pelos crimes em liberdade.
Ana Pink e Maick Gomes foram detidos em operação do Gaeco em Ribeirão Preto, SP
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Medidas cautelares
Apesar de solto, Maiclerson terá de cumprir as medidas cautelares abaixo e está também impedido de deixar a cidade sem autorização da Justiça.
Encontrar trabalho em 90 dias
Não mudar de endereço – a casa dos pais em Batatais
Permanecer em casa das 21h às 6h (quando não estiver trabalhando, o período de reclusão domicilar é de 24h)
Não frequentar bares, casa de jogos ou boates
Não usar drogas ou bebidas alcoólicas
Esquema de lavagem de dinheiro
Ana Pink e Maick foram condenados a nove anos de prisão em abril do ano passado por envolvimento em esquema fraudulento de empréstimos consignados para lavar dinheiro e obter, ilegalmente, mais de R$ 10 milhões.
Ana Pink foi presa em operação do Gaeco por suspeita de lavagem de dinheiro e estelionato em Ribeirão Preto, SP
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As investigações começaram após denúncia do Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em 2022, que apontou:
operações bancárias em nome de terceiros
aquisição de dados indevidos no sistema previdenciário por meio de hackers
saques em valores expressivos
movimentações incompatíveis com a renda declarada
Segundo as investigações, o casal fechava contratos em nomes de terceiros sem o consentimento deles. Ao menos 360 mil pessoas tiveram dados pessoais expostos pelo esquema criminoso.
Para isso, o Gaeco aponta que eram obtidas informações sigilosas de beneficiários do sistema previdenciário por uma empresa de software no Vale do Paraíba, que invadiu e explorou a base de dados do INSS.
Ana Pink, empresária de Ribeirão Preto (SP)
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Essas planilhas compradas por Ana Pink, segundo as autoridades, continham dados como tipo de benefício a receber, existência de eventuais impedimentos, limites para empréstimos, banco e conta em que o pagamento é feito.
Esse mesmo tipo de dado, de acordo com as denúncias, também era obtido por programas-robôs, desenvolvidos por outro investigado, que permitiam a invasão remota do sistema previdenciário
Segundo as autoridades, entre agosto de 2020 e março de 2021, informações sensíveis de mais de 360 mil beneficiários foram extraídas e destinadas aos envolvidos.
No dia da prisão de Ana Pink e Maick, também foram apreendidos documentos e extratos bancários. Além disso, a Justiça bloqueou os bens avaliados em R$ 114 milhões do casal e de outros suspeitos.
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