Senado dos EUA aprova projeto de lei para aumentar teto da dívida, evitando primeiro calote do país

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O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira (1) o projeto de lei que passou pela Câmara dos Representantes na véspera para aumentar o teto da dívida e limitar os gastos do governo por dois anos, enviando o tema para a mesa do presidente americano Joe Biden.

Ele deve assiná-lo nesta sexta-feira (2), apenas três dias antes de os EUA arriscarem seu primeiro calote da dívida soberana.

“Ninguém consegue tudo o que deseja em uma negociação, mas não se engane: este acordo bipartidário é uma grande vitória para nossa economia e para o povo americano”, disse Biden em comunicado após a votação.

O projeto de lei do teto da dívida foi aprovado no Senado por uma margem de 63-36, contando com apoio suficiente de democratas e republicanos.

A votação foi o capítulo final de um dia notável de acordos e votações rápidas no Senado, um órgão que normalmente leva dias, não horas, para deliberar e alterar os projetos da Câmara.

A força motriz por trás dos votos foi simples: o prazo de 5 de junho do Departamento do Tesouro, que estava se esgotando.

A secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, disse acreditar que o governo provavelmente não conseguiria cumprir suas obrigações de dívida depois de segunda-feira, a menos que o Congresso votasse para aumentar o limite da dívida.

Após a votação no Senado, Yellen elogiou o projeto de lei, dizendo que “protege toda a fé e o crédito dos Estados Unidos e preserva nossa liderança financeira, que é fundamental para nosso crescimento econômico e estabilidade”.

O projeto de lei aprovado na quinta-feira foi o resultado de um acordo negociado pelos delegados do presidente da Câmara, Kevin McCarthy, e de Biden. Ele concedeu aos conservadores várias vitórias políticas ideológicas em troca de seus votos para aumentar o teto da dívida além da eleição presidencial do ano que vem e até 2025.

O projeto de lei tramitou na Câmara em menos de 72 horas e foi aprovado na noite de quarta-feira com uma maioria retumbante, 314-117. A quantidade de votos surpreendeu a liderança da Câmara de ambos os lados.

No Senado, a votação final foi igualmente bipartidária, mas não foi fácil.

O líder da maioria, Chuck Schumer, passou grande parte da quinta-feira elaborando um acordo com um grupo de republicanos do Senado que exigia que ele prometesse apoiar um projeto de lei suplementar de financiamento de defesa antes que eles concordassem em acelerar o projeto de teto da dívida.

O atual projeto de lei do teto da dívida da Câmara forneceu US$ 886 bilhões em gastos com defesa para o ano fiscal de 2024, um aumento de 3% ano a ano. Esse número aumentou para US$ 895 bilhões em 2025, elevação de 1%.

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